segunda-feira, 10 de junho de 2013

Por: Letícia Klug Duarte

Saúde

Condições de saúde da população

Taxa de Mortalidade Infantil
A mortalidade infantil está associada à educação, ao padrão de renda familiar, ao acesso aos serviços de saúde, à oferta água tratada e esgoto e ao grau de informação das mães.
Aproximadamente 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis, entre elas, falta de atenção adequada à mulher durante a gestão, no parto e também ao feto e ao bebê.
Houve um declínio da taxa de mortalidade infantil em Canoas em 2012, a queda foi de 52,34% em relação ao ano anterior. O resultado deste declínio pode estar relacionado ao aumento da cobertura do pré-natal, ampliação dos serviços de saúde, melhoria das condições ambientais, aumento da escolaridade das mães e das taxas de aleitamento materno.

Taxa de mortalidade de menores de cinco anos
Em 2012, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos foi de 7,73%, apresentando uma acentuada queda em relação a 2011 em que a taxa era de 16,01%.
A mortalidade infantil está relacionada às condições de vida, sociais e econômicas de uma população. Essa redução da mortalidade pode estar relacionada à ampliação dos serviços de saneamento básico e ao aumento das campanhas de vacinação nesta faixa etária, como a Campanha Nacional de Multivacinação, em que as crianças menores de 5 anos eram o público alvo para a ação.

Cobertura vacinal com Tetravalente
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Canoas, a queda na cobertura vacinal com Tretavalente de 2012 em relação a 2011 foi devido à substituição desta vacina pela Pentavalente (vacina que protegerá contra hepatite B e as doenças que já eram combatidas pela tetravalente). Essa mudança ocorreu visando melhorar as perspectivas de cobertura e procurando garantir que as metas de imunização sejam cumpridas para todas as faixas etárias.

Coeficiente de mortalidade geral
O coeficiente de mortalidade geral mede o risco de morte em determinada população em certo período de tempo. Apesar de este coeficiente não distinguir faixa etária, sexo e causa da morte, pode ser compreendido como um indicador social, pois quanto melhores as condições de vida, menor a taxa de mortalidade e maior a esperança de vida.

Percentual de crianças com baixo peso ao nascer
A baixa escolaridade materna e a renda familiar podem ser determinantes para o nascimento de crianças com baixo peso, além da utilização de serviços de saúde com uma assistência pré-natal inadequada.
A proporção de crianças com baixo peso ao nascer corresponde a um dos indicadores básicos para o monitoramento do alcance das metas de desenvolvimento do milênio. A meta é reduzir o percentual de crianças com baixo peso ao nascer para 5,1 até 2015, em 2012 Canoas apresentou 9,22%.

Proporção de nascidos vivos de mães adolescentes com até 19 anos de idade
Constata-se um aumento na taxa de fecundidade em adolescente até 19 anos. Em 2012 Canoas apresentou 16,17% na proporção de nascidos vivos de mães adolescentes com até 19 anos.
O aumento do indicador de gravidez na adolescência pode ser resultado da baixa escolaridade e falta de informação das adolescentes, e este fator também contribui com o aumento do percentual de crianças com baixo peso ao nascer.

Cobertura Assistencial Ambulatorial
Observa-se que a cada ano que passa tem aumentado o número de consultas médicas anuais por habitante, em 2012 chegou a 3,11 o número de consultas por habitante. Este fato indica que houve um aumento na oferta de serviços assistenciais à população no município.

Taxa de Internação por Drogadição
A internação por drogadição ainda é um desafio para a sociedade, sendo que o consumo de álcool e outras drogas continuam aumentando. Em 2012, houve uma queda na taxa de internação por drogadição apresenta um percentual de 7,8, mesmo com a oferta de serviços especializados e adoção de políticas voltadas à atenção a dependentes químicos.
Percebe-se a necessidade de prevenir e tratar a questão da dependência química, considerando que o surgimento de novas drogas torna-se um desafio para os profissionais de atendimento nesta área.

Referências:

Por JESSICA VIGO DOS SANTOS

Geração de PIB per Capita
O PIB per capita é o segundo maior do estado, superando a média do mesmo no ano de 2010 em 2,16 vezes. Nos últimos quatro anos a variação total do mesmo foi na ordem de 77,39%. Porém os maiores acréscimos se deram na entre 2008 e 2009, sendo na faixa de 29,87%.

Renda
Observa-se que a remuneração média masculina é maior na indústria e no comércio. No setor de serviços há quase que equiparação dos mesmos, na média dos anos analisados, enquanto na agropecuária a remuneração feminina é maior que a masculina.
.Porém, na construção civil ocorreram os maiores aumentos de ganhos, isso em função dos programas governamentais tais como PAC e Minha Casa, Minha Vida que levaram a aumentos na demanda por mão de obra no setor.
O setor que tem as maiores remunerações é a indústria. Já o único setor que teve queda nas remunerações médias foi o setor de serviços, em função da migração da oferta de mão de obra para os mesmos, tendência mundial.

Flutuação de empregos
Em relação às variações, a construção civil foi o setor que mais teve aumento nas vagas, tendo seu maior aumento no ano de 2010. Já a administração pública foi o setor que teve as maiores variação negativas, tendo sua maior queda no ano de 2011, e recuperação em 2012.

Índice de Gini
 Índice de Gini tem denotado que a desigualdade de renda tem sido média durante o período, observa-se que houve concentração de renda entre os anos de 2000 e 2003, havendo recuperação na ultima medição em 2010.

Evolução do Emprego por setor

Como um todo durante o período foi gerado 9853 postos de trabalho formal durante o período. Desta forma em termos totais o setor que gerou mais vagas e possui o maior contingente de trabalhadores é o setor de serviços. Há ainda de se considerar que o comércio tem aumentado sua importância na geração de postos enquanto a indústria apesar da variação tem diminuído sua participação.
De: Fernanda Raupp e Paula Bernardes


Aspectos Econômicos – Município de Canoas

            A cidade de Canoas foi fundada de 1939, é vizinha da capital de Porto Alegre e possui o maior PIB gaúcho. O crescimento econômico de Canoas começou a partir de 1945 com o fim da Segunda Guerra Mundial.
Além de numerosas indústrias, instalam-se no município a Base Militar da V Zona Aérea e a Refap, impulsionando o desenvolvimento da cidade. Hoje Canoas é sede de grandes empresas nacionais e multinacionais, como a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Springer Carrier e AGCO do Brasil, além de nomes fortes nos ramos de gás, metal-mecânico e elétrico.
            Decidimos fazer uma pequena análise do município de Canoas, pois a ULBRA – Universidade Luterana do Brasil esta instalada na cidade e por sermos moradoras e apreciadoras da região.


ÍNDICE DE RETORNO DE ICMS

Observar-se que tivemos uma diminuição do retorno de ICMS em 2001, em relação ao comparativo 2009/2010. Reforçando que ainda não conseguimos alcançar o índice de 2007 onde tivemos participação de 5,21%.

            É relevante comentar a importante função deste indicador, pois o mesmo no estado do RS é um forte instrumento para diminuição das desigualdades regionais.



GRAU DE ABERTURA

            O grau de abertura no ano de 2012 teve um pequeno aumento em relação ao ano de 2009 (↑ 2,81%), mas longe ainda do resultado de 2008.
            Este pequeno aumento é reflexo do ano pouco favorável economicamente tanto para o município de Canoas, como para todo o Estado. Sendo isso um reflexo também do mercado externo.
            Vale lembrar que este índice demonstra a relação entre exportação e Importação com relação ao PIB.




Fontes:
Valor do Produto Interno Bruto (PIB) Fundação de Economia e Estatística RS
Valor das exportações Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Valor das importações Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior


BALANÇA COMERCIAL

Dizemos que a balança comercial está favorável, quando este exporta mais do que importa, do contrário, dizemos que a balança comercial é negativa ou desfavorável. A Balança Comercial no ano de 2012 fechou negativa assim como nos anos anteriores, este indicador, historicamente em Canoas importa mais do que exporta.
Observasse também uma redução na atividade economia no município no período, o que justifica o resultado negativo menor em comparação com os anos anterior. Porém observa-se um equilíbrio maior na balança comercial em 2012.





Fontes:
Valor das importações em US$ Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Valor das exportações em US$ Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior


GRAU DE INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
           
O grau de independência financeira mantém uma média histórica de 20%, apesar de algumas oscilações ano contra ano. Com crescimento semelhante entre as receitas próprias e as transferências correntes do estado e da União. Entende-se por receitas próprias aquelas que o Município arrecada diretamente através de seus impostos cobrados pelo estado e pela União (ICMS, IPA, IPI, Imposto de Renda) e que retornam aos Municípios a partir de percentuais pré-definidos.
 Entre 2007 e 2009 o indicador apresentou leve queda com variação de 5% ano contra ano. Em 2010 destaca-se um aumento (positivo) significativo de 28%. No ano de 2011 é possível analisar uma oscilação negativa de 4% seguida neste último ano de 2012 de 9%.
É importante destacar que as transferências correntes refletem o desempenho da economia municipal, com aumento do retorno de ICMS, IPVA (que reflete o crescimento da frota de veículos) e do Fundo de Participação dos Municípios (compostos principalmente pelo IR e IPI).
O trabalho do município para ampliar a sua base de arrecadação e assim diminuir relativamente sua dependência das transferências governamentais não significa apenas a cobrança de mais impostos da população, e sim a elaboração de uma política fiscal eficiente e responsável, a partir da qualificação da máquina pública, visando uma distribuição mais justa do esforço de financiamento em nível municipal.
Destaca-se um crescimento constante no total de receitas próprias dos últimos três anos de em média 19% o que possibilita ao município a capacidade de investimento para o desenvolvimento de políticas que melhorem a qualidade de vida de toda a sua população.



Fontes:
Transferências Correntes Sistema de Informações para Auditoria e Prestação de Contas do Tribunal de Contas do Estado do RS
Receita Total Própria, Sistema de Informações para Auditoria e Prestação de Contas do Tribunal de Contas do Estado do RS. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CONSUMO, ECONOMIA E ESTUDOS CULTURAIS.


CONSUMO, ECONOMIA E ESTUDOS CULTURAIS.
João Batista Portella Pereira. Universidade Luterana do Brasil - ULBRA
O presente trabalho tem por objetivo fazer uma análise exploratória inicial com referência ao ato do consumo, estabelecendo conexões entre o campo dos Estudos Culturais e da Ciência Econômica. Visa identificar conceitos do ato de consumir do ponto de vista dos dois campos do saber e de que forma eles se enquadram na modernidade líquida e nos processos de significação, representação, identidade e governamento da sociedade moderna, refletindo-se no processo educacional.
Quando me refiro a uma análise exploratória inicial, é importante contextualizar o presente trabalho. Ele surge das indagações e inquietações provocadas pela visão dos Estudos Culturais sobre um tema da minha formação acadêmica, Economia, o consumo. Serve tanto a este propósito como também cumprir o processo de avaliação da disciplina de Ciências, Tecnologia e Currículo do Mestrado em Educação da Universidade Luterana do Brasil que curso há um semestre. Evidente esta, que este trabalho, só pode ser inicial, exploratório, permeado pela busca da definição de um tema para a dissertação de mestrado.
Para tanto, utilizo autores que tratam da Teoria Econômica, em duas vertentes: livros indicados em disciplinas de Teoria Econômica, como Economia Brasileira Contemporânea de Gremaud et all, Economia em Contexto de Kennedy, Economia de Wessels, Introdução à Economia de O’Sullivan et all, Manual de Economia de Pinho-Vasconcellos (Orgs.), Introdução à Economia de Rossetti,e alguns clássicos da ciência econômica, como Adam Smith, Jean-Baptiste Say, Keynes e Veblen. Esclareço este ponto para, mais uma vez, marcar o sentido exploratório inicial. Minha revisão de literatura é restrita a estes enfoques não tendo atingido ao “estado da arte” -Alves-Mazzotti (2002). Quanto aos Estudos Culturais a base são as obras de Baumann – Vida para Consumo; 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno e Modernidade Líquida, além dos textos distribuídos nas disciplinas cursadas no Mestrado, aliados a obra de Livia Barbosa e Colin Campbell (Orgs.), Cultura, Consumo e Identidade....................continuar lendo na integra..



Nossa identidade.

Ola a todos !

        Estamos evoluindo mais um passo em nosso blog hoje estamos estreando na nosso identidade visual. Nosso logotipo que agora como titulo nosso blog.

       Para comemorar nossa próxima publicação e um artigo nosso Mestre João Portella.



Obrigado a todos e continuem nos acompanhando.

Atenciosamente,








Equipe DNA Econômico

terça-feira, 7 de maio de 2013

Por LETICIA KLUG DUARTE

Consumo

Em 2012, o único setor que apresentou crescimento na economiabrasileira foi o setor de serviços. Segundo Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento dos serviços foi beneficiado pelo consumo das famílias, que em 2012, registrou alta de 3,1%.
“Os serviços têm uma conexão forte com renda e consumo. O impacto do crescimento é do consumo das famílias que demandam serviços”, disse Olinto.

O governo tem aumentado o gasto público para estimular a economia, aumentando a criação de postos de trabalho e incentivando o consumo, com a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção. Porém estas medidas não impulsionaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e não são sustentáveis a longo prazo.

Com o emprego crescendo estimulado pelo consumo, aumenta a demanda por produtos.Estes fatos devem ocorrer acompanhados de melhoria na produtividade, para não inviabilizar a competitividade industrial, acentuando desequilíbrios de preço e gerando inflação. Porém estas melhorias na produção não têm ocorrido na proporção do aumento da demanda.

Com o dólar acessível, a indústria pouco competitiva e as facilidades do transporte aéreo, muito brasileiros conseguem comprar no exterior a mesma quantidade de produtos, mas com menor preço. Este consumo de brasileiros no exterior preocupa o governo.

Segundo Robson Braga, presidente da CNI, não se sustenta crescimento apenas com o consumo, que tem certa limitação. Às vezes, tem importância para alguns setores, como o automotivo. Houve aumento do consumo, mas não dos investimentos no setor.

O crescimento econômico impulsionado pelo consumo está estagnado.É preciso aumentar o ritmo dos investimentos, investimentos em inovação e qualificação da força de trabalho, em equilíbrio com o consumo das famílias. Desta forma a economia poderá avançar.



Referências Bibliográficas:

Abdala, Vitor. Beneficiado pelo consumo das famílias, setor de serviços é destaque da economia brasileira.Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 24 de abr 2013.
Branco, Mariana. Crescimento do PIB brasileiro depende do cenário externo e de estratégia de longo prazo. Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 24 de abr 2013.
Costa, Ana Clara. Emprego: o fenômeno que poderia mudar o Brasil – mas não mudou. Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 24 de abr 2013.
Froufe, Célia. Consumo externo de brasileiros preocupa governo. Jornal Online Terceira Via. Disponível em: http://jornalterceiravia.com.br. Acesso em: 24 de abr 2013.
Lima, Daniel & Máximo Wellton. Desempenho da economia em 2012 foi frustrante. Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 24 de abr 2013.
Por VINICIUS SCHNEIDER DA SILVA


Propensão Marginal a Consumir

Conforme Keynes é a propensão a consumir e o nível do investimento que irão determinar o nível de emprego, que determinará o nível de salários.
A teoria geral keynesiana afirma que o emprego só pode aumentar juntamente com o investimento, a não ser que ocorra uma mudança na propensão a consumir. Keynes estabelece uma relação entre a renda e o investimento, e entre o emprego total e o emprego diretamente ligado ao investimento. A esta relação Keynes chama de multiplicador, o qual, dada a propensão a consumir, estabelece uma ligação entre o fluxo de investimento e os volumes agregados do emprego e da renda.
Segundo Keynes o fator principal para determinar o quanto será gasto para consumo em uma dada comunidade é o seu volume de renda. Assim a estabilidade da propensão a consumir esta na medida em que a renda da comunidade se eleva, eleva-se também o consumo, e a medida que a renda da comunidade diminui, diminui também o consumo. Mas há uma distinção entre a quantidade do consumo e a propensão a consumir, isto é, entre uma quantidade e uma curva. A quantidade do consumo não é estável, porque depende da renda, a qual, por seu tempo, não é estável porque o incentivo ao investimento não é estável.
Pode ocorrer mudanças na politica tributária do governo (de taxação e de despesas), mudanças substanciais na taxa dos juros e mudanças bruscas nos valores de capital, tal como as que ocorrem durante uma expansão ou numa bancarrota da bolsa. Colocando de lado uma política fiscal de um tipo não convencional.
Para Keynes a distribuição de renda é o determinante que implica no quanto se gastará no consumo de uma determinada renda de uma comunidade.
A tributação progressiva reduz as desigualdades da renda, porque absorve parte relativamente maior das rendas dos ricos do que das rendas dos pobres, e, por conseguinte, produz certo desafogo na procura insuficiente das economias capitalistas.
Uma das principais características dos modernos países capitalistas é a grande desigualdade na distribuição de renda, que é a consequência da concentração da propriedade produtora de renda em mãos de uma pequena fração da população total. Assim, a ampliação da desigualdade de renda e de riqueza tende a fazer baixar a propensão a consumir. Quanto menor é a propensão a consumir, maior a dependência do investimento a que se sujeita a economia para a manutenção de uma alto nível de emprego e renda.
O consumo no Brasil cresceu muito nos últimos anos, e, graças a ele, o resultado do PIB nos últimos anos foi positivo. Celular, carro, ou simplesmente aquele prato de comida que mata nosso desejo.
A economia está cheia de teorias para explicar o consumo humano. Uma que a gente encontra em vários livros é a que fala da propensão marginal a consumir que foi citada acima . Em outras palavras, analisa o que acontece com o consumo quando há um acréscimo na renda.
Segundo essa teoria, as duas coisas não crescem na mesma proporção. A partir de certo ponto, a renda pode até continuar aumentando que o consumo vai desacelerar. Essa não é uma teoria nova, mas até hoje inspira outros estudos.
Os brasileiros nos últimos anos aprenderam a consumir ou a chamada classe média brasileira tem uma propensão muito alta a consumir tudo o que ela conquista de renda adicional, porque ela não conseguia se satisfazer durante muito tempo e, quando as condições de renda melhoram, naturalmente vai saciar essa demanda reprimida.
A nova classe média brasileira, maioria da nossa população, está neste ponto, no limite em que o aumento de consumo ainda é proporcional ao aumento de renda. Agora, é preciso que o governo e os trabalhadores aprendam a transformar aumento de salário em poupança, em investimento para no futuro não tão distante e já estamos presenciando este momento de estagnação e inflação no ano de 2013 conforme nosso governo não se prolongue por vários outros anos. O brasileiro, por sua formação, falta de conhecimento, pelo seu modo de ser, é extremamente voltado para o desfrute do momento.  A nova classe média brasileira tem que mudar de comportamento se quiser consolidar a melhora de vida que teve nos últimos anos. Não é porque está em promoção ou porque aparentemente tem uma oferta sedutora que as pessoas precisam consumir de forma desvairada. O consumo consciente talvez seja um dos pontos que não foi estabelecido nessa nova sociedade.










Bibliografia

Keynes, John Maynard. Teoria Geral do Emprego - do Juro e da Moeda - Col. Clássicos da Economia ed. Saraiva
Garcia, Manuel E.; Vasconcellos, Marco Antonio S.. Fundamentos de Economia - 4ª Ed. 2012 ed Saraiva