sexta-feira, 15 de julho de 2016

PROJETO DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE UMA GELATERIA

Autor: VINÍCIUS SCHNEIDER DA SILVA



RESUMO
Este artigo tem por objetivo proporcionar a discussão de estudo de viabilidade econômico-financeira em uma gelateria. Nesta análise, várias técnicas, que consideram explicitamente o valor do dinheiro no tempo, foram utilizadas, tais como: o Valor Presente Líquido (VPL), que mede a riqueza gerada por um determinado ativo a valores atuais; e a Taxa Interna de Retorno (TIR), que representa a rentabilidade do projeto, para que um novo empreendedor tenha conhecimento suficiente para uma tomada de decisão de investir ou não seu dinheiro.









Palavras-Chaves: viabilidade econômico-financeira; gelateria; empreendedorismo; investimento; mercado; custo.




                                                                                                                   
                                                                                                                    

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O TRANSPORTE MULTIMODAL E A ECONOMIA QUE PODE TRAZER AO BRASIL

Artigo produzido :Patrícia Lucas




Logística é definida como o conjunto de atividades que tem por objetivo a colocação de um produto a um menor custo, em um determinado lugar e há tempo de atender a demanda.
Engloba a área de gerenciamento do fluxo físico, a qual inicia com o fornecimento de matéria-prima e termina com o produto final. A logística administra o local de estocagem, níveis de inventário, sistemas de informações, transporte e armazenagem do produto.
Atualmente a logística passa por um desafio. Com as operações de comércio exterior, a necessidade de produzir e distribuir produtos ao mundo todo, é um dos quesitos para de se firmar novos mercados. O comércio internacional é uma realidade, e as organizações devem-se adequar. Assim, o sistema de logística deve possuir a capacidade de controlar todo o processo em conjunto com os departamentos de marketing, financeiro e produtivo.
A logística é composta por vários sistemas interdependentes, indiferente a cada organização, que normalmente são:
- Suprimentos;
- Produção;
- Transporte;
- Armazenagem de matérias-primas e componentes;
- Inventário;
- Gerenciamento de pessoal;
- Finanças /Administração;
- Marketing;
- Embalagem protetora;
- Planejamento e administração de centros de distribuição.

Uma das suas principais características, atualmente, é a crescente complexidade operacional. O aumento da variedade dos produtos, entregas mais freqüentes, menores tempos de atendimento, menor tolerância a erros de separação, pedidos e pressões para reduzir os níveis de estoque, são alguns dos principais aspectos da complexidade, os quais refletem-se no custo logístico. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O BRASIL PRECISA DEFINIR UMA ESTRATÉGIA PARA O COMERCIO EXTERIOR


Estados Unidos e mais 11 países responsáveis por 40% do comercio global fecharam a parceria transpacífico (em inglês, TPP) que irá reduzir barreiras comerciais de bens e serviços, prevenir tráfico e combater crimes ambientais. O acordo, resultado em quase 8 anos de negociação, envolve EUA, Canadá, México, Peru, Chile, Vietnã, Japão, Cingapura, Brunei, Malásia, Austrália e Nova Zelândia . É o maior acordo comercial regional da história e pode influenciar o custo de produção e remodelar industriais. Essa parceria pode vir a ser modelo para futuros acordos no comércio internacional, esperando-se que venha a ser ratificada pelo congresso dos países membro.  Se aprovado pelo congresso norte-americano, marcará a efetiva expansão do Nafta ( Acordo de Livre Comercio da América do Norte ).

O acordo prevê regras uniformes de propriedade intelectual e apresenta questões fundamentai para as montadoras e indústrias farmacêuticas. Entre os itens discutidos na fase final do acordo está a manutenção de proteções comerciais para fabricantes de remédios avançados, a derrubada de barreiras nos mercados da laticínios e açúcar e a queda gradual de impostos de importações para carros japoneses vendidos na America do Norte. O acordo é considerado um grande feito do presidente Americano, Barack Obama, e será o seu grande legado para o comercio internacional. Porém, Obama vai enfrentar sérios desafios para aprovação do acordo, pois o congresso americano encontra-se divido.

O Brasil já encontra-se isolado por ter concentrado suas negociações com países da África e America do Sul. Todavia, essa expansão da negociação internacional deverá tornar nossa produção menos competitiva isolando-nos ainda mai. De imediato, o acordo deve gerar desvios do comércio brasileiro, principalmente nos setores de manufaturados, mas também no agronegócio.

A partir de agora, todas as negociações realizadas pelos países participantes terá como referencia as novas regras, das quais o Brasil não faz parte. O acordo representa uma mudança completa nas transações e nos trás uma urgência de discussões de alternativas para o setor privado sobre a necessidade de uma maior inserção no comercio internacional.

 Os países envolvidos iram realizar troca de mercadorias sem taxação de impostos, tornando nossas mercadorias ainda mais caras e sem competitividade, mesmo com o cambio favorável às exportações. Segundo previsões o país deverá ter um superávit na balança de pagamentos, mas o mesmo será negativo, pois virá das quedas das importações e não do aumento das exportações.

Para a economista Mônica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, com sede em Washington, “A nova realidade mundial são os mega-acordos comerciais. Ficar de fora não é a solução, porque todos os países estão caminhando nessa direção.”

O Ministro do desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Armando Monteiro, acredita a criação da TPP acelere negociações entre o Mercosul e a União Europeia, pois considera que os europeus precisam fortalecer o eixo com a America do Sul. Segundo o ministro, a troca de proposta deverá ocorrer até o inicio de novembro. Recentemente representantes do Mercosul e União Europeia encontraram-se no Paraguai para acertar os últimos detalhes.

O Brasil precisa acelerar as negociações com o resto do mundo, pois estamos ficando para trás, isolados com o Mercosul. Precisamos definir uma estratégia para o comercio internacional. Além do acordo com a União Europeia o Brasil precisa se aproxima de mais países, para minimizar os prejuízos que a TPP pode causar.  

Segundo O Professor da Universidade de Brasília Argemiro Procópio Filho “O Brasil já tem muitos acordos com a União Europeia. O problema é a implementação Acordo de intenção a gente já tem demais. É com lembrar também que a implementação de acordos é feita sob o guarda-chuva do Mercosul e, por isso, estão muito divagar.”

A TPP servirá como um alerta ao Brasil, que precisa repensar com urgência sua política comercial com o resto do mundo, pois estamos ficando para trás nas negociações internacionais e, consequentemente, trazendo cadê vez mais incerteza para o setor privado da economia. 

Fontes: Jornal do Comercio RS - edição 06/10/2015
http://www.jcom.com.br/noticia/153209/Com_tratado_transpacifico_Mercosul_e_Europa_podem_acelerar_acordo
http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-10-06-TPP-o-acordo-entre-12-paises-que-vai-mudar-as-regras-globais

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O economista não é um matemático!

         Por que o espanto?

O economista não é um matemático!
Economista é um profissional da área de ciência sócias que geri recursos escassos limitados diante das necessidades que são ilimitados, de modo proporcionar bem estar social.
Os economista diante de sua bagagem acadêmica  usa modelo matemático por cima de uma teoria econômica para saber abrangência do que estar ser analisado.
Exemplo: teoricamente sabemos quem tem nível maior de escolaridade tende a ter melhores salários dentro do mercado, em termo monetário quanto representa de fato ai já precisamos modelos matemático.

A matemática da seu charme dentro das ciências econômicas, mais o que mais me encanta é capacidade de argumentação do economista, nem sempre conseguimos ver o todo, mais sabemos onde as nossas nações vão estar no longo prazo dadas suas escolhas.

Somos um profissional dotadas bagagem histórica, politica, matemática, estatística,filosofia, religião,sociologia. Pra que tudo isso? boa parte do que somos vem do passado, entender as mutações que ocorrem até a data vigente fazem as analise serem mais precisas.

Eu sei é incrível o economista(...) pra mim é filosofia de vida. Podia viver sem ela? claro que podia, fui criado distante dela mais hoje andamos juntos como eternos apaixonados.

                                                                           Canoas aos 29 de Setembro de 2015
                                                                         
                                                                            Emenelson Gunza Gaspar

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014





O Processo de Internacionalização Produtiva das Multinacionais Brasileiras

Por Andréia Ribeiro Dias

RESUMO
Atualmente as negociações mundiais estão mais em evidência, o processo de
internacionalização produtiva é um tema muito abordado na mídia. Este artigo visa
apresentar os pontos fortes e fracos do processo, os motivos da busca por
mercados mais atrativos por parte das empresas que desejam continuar crescendo
independente da situação econômica de seu país de origem e as estratégias
adequadas para cada fase de negociação no mercado internacional. Para melhor
ilustrar essas análises são utilizados os paradigmas OLI (ownership, location and
internalization) de Dunning e LLL (linkage, leverage and learning) de Matthews, que
descrevem quais as vantagens necessárias para a empresa obter êxito na
internacionalização.

Palavras-chave: Internacionalização produtiva, empresas brasileiras, Dunning,
Matthews
.
ABSTRACT

Currently the global negotiations are more in evidence, the productive
internationalization process is a topic much discussed in the media. This article aims
to present the strengths and weaknesses of the process, the reasons for the search
for more attractive markets by companies who wish to continue to grow regardless of
the economic situation of their country of origin and the right strategies for each
negotiation in the international market. To better illustrate these analyzes the OLI
paradigms are used (ownership, location and internalization) of Dunning and LLL
(linkage, leverage and learning) Matthews, describing what the necessary
advantages for the company to achieve successful internationalization.
Key-words: Productive internationalization, Brazilian companies, Dunning,
Matthews.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL

Por Helen Cararo

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL




RESUMO: O desenvolvimento econômico tem origem com o modo de produção capitalista e é resultado da busca das classes por melhores condições sociais e maior distribuição de renda, tendo em vista a incorporação da técnica ao processo produtivo. O Brasil, país em desenvolvimento, busca através da implementação de políticas públicas alcançar o estágio de desenvolvimento, o cath up, o que, segundo a teoria econômica, será possível no momento em que o pacto social ocorrer e o índice de crescimento econômico for ligeiramente superior ao nível de crescimento demográfico. A abordagem do Nacional Desenvolvimentismo às Avessas e do Modelo Liberal Periférico (MLP)descreve as políticas governamentais adotadas nos últimos anos no país e demonstra a tendência da realidade e a convergência parao desenvolvimento nacional.



PALAVRAS-CHAVE:Desenvolvimento Econômico.Cath Up. Nacional Desenvolvimentismo às Avessas. MLP.Políticas Públicas.



ABSTRACT: Economic development has its origins with the capitalist mode of production and is the result of the search for better social classes and higher income distribution conditions, since the incorporation of the technique in the production process. Brazil, a developing country, search through the implementation of public policies reach the stage of development, the cath up, which according to economic theory will be possible at the time, the place of incorporation and the rate of economic growth is slightly higher than level of population growth. The approach of the National Developmentalism Averse and MLP (Liberal Peripheral Model) describe government policies adopted in recent years in the country and demonstrates the trend of reality in order for national development.

KEYWORDS:Economic Development. Cath Up. National Developmentalism the Averse. MLP.Public Policy.


O desenvolvimento econômico é tema incessante de debates políticos e sociais.Governantes, sociólogos e estudiosos analisam o tema, com vistas a respaldar políticas públicas implementadas, criticar posições e estudar os reflexos e resultados obtidos.
Conceitualmente, Bresser-Pereira (2007) define o desenvolvimento econômico como o processo de sistemática acumulação de capital e de incorporação do progresso técnico ao trabalho e ao capital que leva ao aumento sustentado da produtividade ou da renda por habitante e, em consequência, dos salários e dos padrões de bem-estar de uma determinada sociedade.
A acumulação de capital propiciada pelo aprimoramento da técnica produtiva, com a inserção de tecnologia nos processos produtivos, aumenta os resultados financeiros, e setores importantes da economia servem como propulsores do multiplicador econômico, repassando aos agentes econômicos o efeito de aumento de renda e poder de compra dinamizando a economia do país.
A evolução da técnica associada ao fator empreendedor e as medidas paliativas de incentivo à industrialização da economia consistem na visão shumpeteriana de desenvolvimento econômico, trazendo a tendência da iniciativa privada como agente de extrema importância no crescimento e desenvolvimento da economia do país. A competição entre os agentes econômicos motivados pela dominação de parcelas do mercado consiste na razão de ser do sistema capitalista que se fortaleceu com o advento da globalização. Muitos compartilhavam da ideia de que o colapso do sistema capitalista aconteceria em função da acumulação de capital, e de que a não distribuição de renda provocaria revolta das classes menos favorecidas que motivariam a queda do sistema. Não obstante, o que se fala em tempos atuais é que somente o rápido e contínuo crescimento econômico é capaz de sustentar o sistema capitalista.
 Nesse sentido, Bresser-Pereira (2007) defende que, com a globalização e a abertura de todos os mercados, o desenvolvimento econômico se tornou objetivo central das nações, como forma de imponência e poder, de forma que o sucesso de um governo só ocorre se trouxer com a sua estratégia de governança taxas razoáveis de crescimento[1].
Entende-se por globalização necessária para o desenvolvimento, a globalização comercial e produtiva, na qual ocorre interação entre as nações, dado o comércio de bens e produtos e a troca de experiências tecnológicas na formação de uma estrutura produtiva mais avançada.





[1]“[...] o único caso em que o crescimento da renda per capta não implica mudanças estruturais compatíveis é dos países produtores de petróleo”. Neste Caso, o país sofre da denominada Doença Holandesa (BRESSER-PEREIRA, 2007, p.3).


 

terça-feira, 11 de março de 2014

Complexo GM em Gravataí


Por Charles de Barros Tietbohl



            IMPLANTAÇÃO DO COMPLEXO GM EM GRAVATAÍ


            Há pouco mais de 13 anos entrava em operação o Complexo Industrial Automotivo General Motors, o CIAG-GM. O projeto idealizado pela montadora foi implantado no município de Gravataí - RS, previsto para ser à época o complexo automotivo mais moderno da América Latina.
            Foi polemizado quando da sua implantação por conta dos investimentos e incentivos fiscais por parte do Estado para viabilizar e atrair a vinda da montadora, e passados alguns anos é possível medir alguns impactos econômicos gerados pela implantação e operação da montadora no novo parque fabril.
            Os principais impactos esperados por conta da implantação do complexo, que  também foram os principais considerados para a avaliação da viabilidade do investimento. Foram os que atingiriam os setores da economia como a indústria, serviços e comércio, bem como os impactos no emprego e na renda, e os reflexos na arrecadação de tributos.
            Todas as previsões tinham por referência o volume de produção pretendido pela montadora, e o preço médio do veículo produzido. Sobre essas variáveis era calculado o volume de mão de obra necessária, e com base nesta previsão calculou-se o volume de massa salarial gerado e a inserção destes volumes monetários no mercado, distribuídos nos diferentes setores. Baseado no produto deste mesmo cálculo estimava-se a geração e arrecadação de tributos oriundos tanto da atividade direta da montadora quanto aos gerados pelo seu efeito multiplicador.
            Foram estimados nas previsões realizadas na época uma produção anual de cerca de 120.000 unidades/ano que seriam vendidos a um preço médio entre as versões que seriam produzidas do veículo Celta ao valor de R$ 12.000,00.
            No entanto, o que se realizou em termos de produtividade e de faturamento já logo nos primeiros anos de operação do complexo foram números bem mais otimistas, o que fez mudar positivamente o cenário e os impactos previstos. A ampliação precoce da capacidade produtiva do complexo, aumentada para 230.000 unidades/ano em 2010, e posteriormente para as atuais 380.000 unidades/ano com a inserção da produção de dois novos modelos de veículos, foi a grande responsável pela superação das previsões iniciais.
A importância do complexo GM para a economia do RS se verifica já ao perceber incentivos indiretos ao desenvolvimento de outros setores já existentes e implantação de novos, que ampliam a matriz produtiva do Estado, ainda que não apenas na área industrial, gerando complementaridade para todo o conjunto da sua economia via efeitos de renda e transbordamento que são propiciados. A presença de uma empresa com tamanho poder de multiplicação dos elos da economia impede a continuidade do processo de perda gradativa de espaço no cenário nacional de setores com forte tradição no RS, como metalurgia e autopeças, além de favorecer a produção de máquinas agrícolas.
Segundo o Anuário de Gravataí 2012 / 2013, no período de 2002-2011 a evolução do emprego em Gravataí chegou a 318%. Isso é uma amostra do expressivo crescimento econômico que a cidade experimentou na última década. Em 2002, foram abertas 890 novas vagas. Em 2011, este número chegou a 2.833. Essa evolução foi registrada anualmente e chegou a ter picos, em 2007, com 4.530 novos postos de trabalho. Já em 2009, com a crise econômica mundial, o balanço foi negativo e foram 737 vagas a menos. Em 2010, a recuperação foi total e foram registradas 3.617 admissões. O mapa do emprego aponta a indústria da transformação como o setor que mais absorve mão de obra. Em 2010, foram contabilizados 21.870 trabalhadores neste segmento que recebem uma remuneração média mensal de R$ 1.783. Em seguida, vem a área de serviços com 10.772 profissionais com salários de R$ 1.256 e o comércio com 9.439 empregados com vencimentos de R$ 906, em média. As ocupações que mais apresentam estoques de mão de obra são alimentador da linha de produção, vendedor do comércio varejista e auxiliar de escritório.
A geração e arrecadação de tributos talvez tenha concentrado as maiores expectativas de retorno do investimento feito pelo Estado na implantação do complexo GM. O investimento por parte do Estado foram os gastos em infra estrutura no complexo em Gravataí, estimados em R$ 133 milhões, o empréstimo de R$ 253 milhões e o financiamento do ICMS por conta da concessão do Fundopem.
Se considerarmos apenas os valores de ICMS  e de ISSQN arrecadados pelo município de Gravataí no triênio 2010-2012, pode-se chegar a um somatório de arrecadação no valor de R$ 445.982.310,00 e R$ 56.225.960,00, respectivamente.
Quanto ao ICMS, tendo como base o percentual estimado de que 55,9% são tributos gerados no complexo, para o período acima relacionado (2010, 2011 e 2012) em termos financeiros de retorno direto ao município estes valores podem ter sidos, no mínimo, de R$ 249.304.111,30.
O percentual de geração ISSQN que corresponde à participação direta da montadora no ranking de maiores geradores deste imposto para o município de Gravataí segundo o Anuário de Gravataí 2012 / 2013 é de 14,47%. Se considerarmos o percentual destes tributos que corresponde aos sistemistas do complexo e/ou outros fornecedores conhecidamente relacionados à montadora, somados à ela chega a no mínimo 15,93%.
Considerando a receita do município com este tributo no mesmo período (R$ 56.225.960,00) pode-se constatar que os valores gerados pelo complexo somente neste tributo foram de no mínimo R$ 8.956.795,42 para o período.
No conjunto de informações relacionadas ao aumento de forma geral na arrecadação de ICMS para o Estado, não é possível disseminar qual o tamanho exato da participação da General Motors e de seus fornecedores do complexo e de fora dele nesses números. No entanto, numa conta bem simplista é possível estimar  ao menos o que o Estado deve ter arrecadado em ICMS direto, da montadora e de alguns fornecedores, da mesma forma que foi calculado o valor do ICMS gerado e que retornou ao município de Gravataí.
Como se estima que o município de Gravataí deve ter arrecadado com o retorno deste ICMS no período 2010-2012, em valores reais em torno de R$ 249.304.111,30, considerando que estes valores correspondem a apenas 25% do valor recolhido, que retorna ao município, pode-se estimar que o valor total de ICMS recolhido ao Estado no período por este grupo de empresas tenha sido de R$ 997.216.445,20.
Repassado o percentual do município, o valor que deve ter cabido ao Estado com a arrecadação de ICMS destas empresas, no período de 2010 a 2012 estima-se ter sido de R$ 747.912.333,90.
Portanto, além de ser uma iniciativa que pôde ser considerada um investimento por parte do Estado no avanço tecnológico do seu parque industrial, os números mostraram uma reação muito positiva do complexo quanto aos retornos financeiros esperados. Houve constante comprometimento da montadora para com a ampliação da sua capacidade produtiva, o que alavancou positivamente diversos índices.
Sem abrir mão de volumosos investimentos em infraestrutura e de expressivas melhorias que se fazem necessárias como condições de atração de novos investimentos, iniciativas como a implantação de projetos de grande porte como o complexo GM demonstram retornos positivos ao Estado e podem indicar caminhos mais curtos para o crescimento regional.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ALONSO, José Antônio Filho; BANDEIRA, Pedro Silveira. A “Desindustrialização” de Porto Alegre: Causas e Perspectivas. Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 17, n. 1. p. 3-28, p. 1998.

ANUÁRIO DE GRAVATAÍ 2012-2013. Publicação do Grupo CG de Comunicação, Gravataí, jun. 2012. 82 p.

ANUÁRIO ESTATÍSTICO da indústria Automobilística Brasileira. ANFAVEA. Brasil, 2013.

CARTA DA ANFAVEA, ANFAVEA, vários números, 2008.

LYBRAND & COOPERS. Impacto da Implantação da GM no Estado  do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Agência Pólo, 1998.


SMDET. Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Gravataí, 2013.