terça-feira, 26 de junho de 2018

PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA: DA SOLIDARIEDADE AO INDIVIDUALISMO



MICHELE SILVA DOS SANTOS


PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA:
DA SOLIDARIEDADE AO INDIVIDUALISMO



1. INTRODUÇÃO

O debate sobre o modelo de gestão da Previdência Social Brasileira toma
destaque mais uma vez nos últimos anos no Brasil, tendo em vista que o país passa
por uma desaceleração no crescimento e desenvolvimento econômico, deixando
evidente o problema da dívida pública. Muitos são os motivos alegados para a
iniciativa de modificação do modelo de gestão da Previdência, mas os principais são
o aumento da expectativa de vida, o “déficit” das contas previdenciárias, este em
evidência no tema de discussões, e o aumento da produtividade. Para que se possa
entender os objetivos da criação deste sistema e discutir a maneira de sua gestão,
faz-se necessário entender o que é a Previdência Social Brasileira e o contexto que
está inserida.
O objetivo deste trabalho é apresentar pontos que traçam a evolução histórica
da Previdência Social Brasileira, a fim de entender a motivação de sua criação e a
mudança de visões em relação à sua ideologia ao longo do tempo. Para tanto, o
trabalho é composto por 3 capítulos, além desta introdução. No capítulo número 2 é
introduzido o debate sobre a Previdência Social Brasileira, buscando situar os motivos
que baseiam a intenção de modificação da visão de um sistema que foi criado com a
intenção de ser um direito do trabalhador e um benefício social para um sistema
financeirizado, que é representado como um “risco” para o orçamento público. No
capítulo número 3 é apresentado um breve relato histórico sobre o Sistema de
Seguridade Social, passando por sua criação, welfare state e o histórico da
Previdência Social no Brasil. O quarto capítulo contextualiza o desenvolvimento
econômico em países subdesenvolvidos, onde está inserido o Brasil, objeto deste
estudo, bem como traz diferentes visões sobre a situação da Previdência Social na
economia Brasileira, sendo seguida pela conclusão desta monografia.
A realização deste trabalho acadêmico é compreendida como uma forma de
demonstrar a evolução da Previdência Social Brasileira como um meio de benefício
Social, em sua criação e inserção na Constituição da República Federativa do Brasil....

continua lendo....

CRESCIMENTO ECONÔMICO ANGOLANO COM RESTRIÇÃO NA BALANÇA DE PAGAMENTO







EMENELSON GUNZA GASPAR




HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DE ANGOLA

Foi a partir de mais uma navegação de Diogo Cão, a mando de D. João II
– rei de Portugal – que este chega à foz do rio Zaire. Com a incumbência de
explorar a extensa costa africana, Diogo Cão descobriu um melhor caminho para
as Índias a partir da troca de impressões com os nativos que habitavam as
margens do rio Zaire. Mapeou assim um território até então desconhecido
(CARDOSO, 2004), que mais tarde viria a chamar-se Angola.
Em Janeiro de 1575 chegava uma expedição comandada por Paulo Dias
de Novais à Ilha de Luanda – terras ainda inexploradas – com o intuito de lá se
instalar, trazendo ordens de Filipe I de que:
“[...] o Reino de Angola devia ser dominado e conquistado, que se deveria
verificar a conversão e que os benefícios comerciais seriam para o monarca
português e para Portugal” (CARDOSO, p. 18, 2004).
Após o descobrimento de Angola, o país passou a pertencer a Portugal,
sendo considerada uma província ultramarina portuguesa, que a colonizou por
quatro séculos. Portugal logo passou a explorar a sua mais recente conquista
territorial, na qual, a mercadoria mais preciosa eram os povos nativos que eram
comercializados como escravos. Além dos escravos, Portugal comercializava
marfim e pequenas áreas de cultivo de café, cana-de-açúcar e massambala.
Com a notória fertilidade dos solos, os portugueses começaram a investir
na agricultura e, em 1960, Angola era o terceiro exportador mundial de café
(CARDOSO, 2004). Neste período, Angola era autossuficiente em algumas
produções alimentares, tais como: café, milho, banana e arroz, dentre os quais
passou a exporta-los entre 1962 e 1973.
A extração do petróleo teve o seu início ainda no período colonial,
propriamente no ano de 1954, com a extração de dois poços de petróleo on
shore. Entretanto, ao contrário das décadas que se seguiriam, essa atividade
não desempenhou papel fundamental ao longo do período colonial para o
desenvolvimento da economia.

https://drive.google.com/file/d/1dEk9poBDBnpWe5WlcdYXvWaTqWJjVZ3E/view?usp=sharing


segunda-feira, 25 de junho de 2018

INDÚSTRIA BRASILEIRA DESINDUSTRIALIZAÇÃO


  RENATA ALVES SCHAEFFER


3.  INDÚSTRIA BRASILEIRA E OS RECURSOS NATURAIS

A prosperidade econômica e social de um País tem grande dependência do nível de industrialização daquela nação, para isso, é necessário investimentos em indústria de transformação. Nos últimos anos, o Brasil tem apresentado decrescentes índices de representação econômica da indústria e tem elevado a dependência da exportação de commodities, com isso, o País entra em um processo de reprimarização. Para uma análise do possível fluxo da economia brasileira este capítulo tenta apresentar os principais motivos que levam a redução da capacidade industrial desta nação.

3.1. DESINDUSTRIALIZAÇÃO

            Nas pesquisas de Kaldor (1980) sobre organização industrial, observou-se externalidades positivas que provém dos investimentos e prosseguimentos tecnológicos da indústria que refletem em um aumento de renda per capita gerado pela maior produtividade. Trata–se de um fator positivo para a correlação no crescimento da renda e do emprego. Logo, se obtêm a importância da participação industrial no PIB para o processo de atualização das economias em desenvolvimento, que através de estudos empíricos tem sustentado a credibilidade do setor industrial como peça fundamental do crescimento econômico. Durante este capítulo não será abordado à viabilidade da “Lei de Kaldor”, pois a mesma não agrega para formação da explicação do processo de desindustrialização, apenas impulsiona a importância da indústria no crescimento econômico. (SILVESTRE, 2016).
            Para Oreiro (2009), o fluxo da desindustrialização, não interfere no processo, de modo abrangente, no elevado crescimento da produção na indústria em termos físicos. Considerando que uma economia entra em processo de desindustrialização quando o setor industrial deixa de ser o fator gerador de empregos ou de valor adicionado na economia. Quando a desindustrialização está correlacionada à pauta da exportação, não necessariamente está ligada a um processo de reprimarização, podendo ser uma maior atuação econômica de produtos com elevada essência tecnológica e maior valor adicionado na pauta de exportação. Não obstante, se a desindustrialização estiver vinculada à reprimarização os motivos podem ser ocasionados por uma apreciação da taxa real de câmbio, geralmente ocasionada pela descoberta de recursos naturais extintos em determinada área ou País. Este fato pode ser considerado como um sintoma da Doença Holandesa.

 


terça-feira, 8 de maio de 2018

Para voltar Operar Neon faz parceria com Banco parceiro.




Banco Votorantim como parceiro ao Neon Pagamentos. A Neon se apressou para regularizar suas atividades a parceria e anunciou nesta segunda-feira, 7.

Parceria

De acordo com o presidente da Neon Pagamentos, Pedro Conrade, os serviços até agora bloqueados, como as transferência e pagamentos, ainda não voltaram a funcionar por causa do desenvolvimento de sistemas para fazer a migração das atividades que eram feitas pelo Banco Neon para o Banco Votorantim.

Isso deve acontecer "nos próximos dias", afirma sem dar um prazo concreto, e os clientes serão comunicados à medida que cada recurso que for liberado. O Banco Central informou que já foi comunicado da parceria.

fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/neon-anuncia-novo-banco-parceiro-para-voltar-a-operar.ghtml

sábado, 5 de maio de 2018

Banco Neon sua liquidação...




Segundo a assessoria do Banco Central, por “comprometimento da situação econômico-financeira”, o BC quis dizer que o Banco Neon S.A. estava com o patrimônio líquido negativo na ordem de R$ 28 milhões de reais.

Em nota, o Banco Central frisa que "as irregularidades encontradas no Banco Neon não estão relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos, objeto de acordo operacional com a empresa Neon Pagamentos S.A. para estruturação de plataforma de banco digital integrada com a gestão de contas de pagamento". No entanto, no momento, os clientes podem usar os cartões apenas para compras e saques.

Esta é nota do Banco Central

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ANÁLISE DO MERCADO AUTOMOTIVO BRASILEIRO 2002 entre 2016



Por Jean Bittencourt...
RESUMO


A indústria automotiva brasileira tem uma considerável participação na economia, sendo inclusive seu desempenho em determinados momentos um importante balizador do crescimento econômico do país. O presente trabalho de monografia tem como objetivo analisar o período entre os anos de 2002 e 2016, período esse que teve mudanças nas políticas de juros, incentivos fiscais assim como incentivos para instalação de novas indústrias do setor automotivo. Tais incentivos acabaram por criar uma grande ascensão em seus indicadores, batendo recordes de produção e vendas, passando também em um curto espaço de tempo para uma situação de crise e retração no maior patamar sofrido por este setor em sua história no território brasileiro, demonstrando que a respectiva indústria é altamente dependente das políticas governamentais e reflexo da situação econômica do país. Este trabalho também tem como objetivo demonstrar os itens positivos e negativos atrelados ao crescimento do setor.
Palavras-chave: Indústria automotiva. Políticas públicas. Crise econômica. Subsídios. Taxa de juros.

Continuar lendo.............
continuar lendo



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Os próprios esquemas de ponzi não são o verdadeiro problema.




   
  Surpresa, Bitcoin, Blockchains e criptografia. Estávamos a meio da discussão quando me fizeram uma pergunta sobre a proliferação de golpes de investimento da Bitcoin e esquemas rápidos e rápidos e como isso afeta os investimentos.

     Mesmo quando eu estava prestes a dar a minha resposta usual de como esses esquemas são horríveis, como devemos educar as pessoas sobre os perigos de se juntar a eles, etc.,

     Tive uma reflexo pensamento repentina e me surpreendi respondendo:Os próprios esquemas de ponzi não são o verdadeiro problema.

     Você vê, esses esquemas rápidos não são o problema, mas são os sintomas de um problema muito e maior. O problema real é que a maioria das pessoas praticamente não possui oportunidades de investimento no mundo das finanças de hoje, tal como o conhecemos.

     Isso é absolutamente verdade para países como Brasil, e também para a maioria dos países em desenvolvimento do mundo.

     As pessoas com  pequenos rendimentos mensais que são suficientes em conseguir economias pequenas, são punidas com a inflação e o aumento dos preços dos bens e serviços. Eles estão frustrados, e eles olham para qualquer coisa que possa oferecer uma saída para a corrida de ratos. Eu argumentaria que as pessoas que se juntam aos esquemas ponzi estão bem conscientes dos riscos, e alguns, mesmo que voluntariamente, participam sabendo que é uma farsa, com a esperança de que eles ganhem um pouco mais de dinheiro antes de sair à custa de um maior, mais tolo desesperado. É triste, mas é verdade.

     Essas pessoas estão ansiando por oportunidades e trabalharam arduamente para ter uma quantidade modesta de capital. Problemas são, a maioria não se qualifica para um empréstimo bancário para iniciar uma empresa. Eles são ignorados por todos os conselheiros financeiros, todos os corretores de ações, todos os gestores de fundos mútuos, porque eles "apenas" têm R$ 250 ou menos de sobra. A chance de eles poderem participar de um mercado de futuros ou bolsa de valores é praticamente zero.

      Bitcoin e criptografia representam uma grande mudança na forma como as pessoas podem investir e comercializar mercados de capitais globais. Ele abre mercados e elimina muitas barreiras de entrada para permitir que todos participem livremente.